Município de Alenquer

Arte Pública

Em Castro Verde, a arte pública tem sido motivo de opção como factor enriquecedor no ordenamento e valorização do espaço público. Abordando diversas temáticas, a arte pública merece um olhar atento.

  • Monumento ao Ambiente Rural

    Multimédia0

    Autor: António Trindade, 1995

    Material: Calcário de Negrais, pedra mármore, cobre, ferro.

    Evocar o ambiente natural de Castro Verde é lembrar as atividades económicas tradicionais da região do Campo Branco: a agricultura e a pastorícia. Numa rotunda de caraterísticas intimistas, a intenção do autor foi respeitar o local, não agredir visualmente o conjunto e conservar as palmeiras, o terreno raso e a simplicidade das gentes que fazem do local um ponto de encontro diário. As ovelhas invocam a pastorícia. Formalmente não naturalistas, mas expressivas do real na síntese decorativa. Os corpos de três delas foram materializados em calcário amarelo de Negrais e a restante em mármore negro de Estremoz. As pernas e orelhas foram resolvidas com varão de cobre redondo. Ao lado, junto a uma pedra natural e emergente, um velho arado evoca a agricultura tradicional. Esta alfaia foi fundida em ferro a partir de um protótipo natural existente.

    Localização:

    Rotunda das Ovelhas
    Rua da Seara Nova
    7780 Castro Verde

     

  • Monumento Evocativo da Feira Porcina

    Multimédia0

    Autor: António Trindade, 1998 

    Material: Pedra mármore, ferro.

    À semelhança da Rotunda Evocativa do Mundo Rural, o autor pretende com esta peça, evocar o ambiente natural e as atividades tradicionais da agricultura e da pastorícia.

    Localização:

    Rotunda da Feira Porcina
    Rua Nova da Feira
    7780 Castro Verde
  • Monumento à Riqueza do Subsolo

    Multimédia0

    Autor: António Trindade, 1999 

    Material: Betão e ferro

    No Planeta Verde Terra, a vegetação que se desenvolve dá a cor predominante da crosta terrestre. Destacando uma calote esférica nesta zona de terra, descobrimos uma formação cristalina mineral que o Homem explora para seu uso e benefício. A materialização desta ideia consubstancia-se numa estrutura de betão que eleva a calote e põe a descoberto o minério. Cubos de granito patinados significam esses cristais que, ao agitarem-se na invasão da calote, expressam a importância maior para a região. A composição escultórica dos cristais é uma construção metálica de ferro laminado, soldado, tratado e protegido por uma cobertura cromática de poliuretano com pigmentos e cargas metálicas expressivas da cor do minério em causa: a pirite.

    Localização:

    Rotunda do Minério
    Rua da Seara Nova
    7780 Castro Verde

  • Monumento Evocativo da Planície Mediterrânica

    Multimédia0

     

    Autor: Lanciotto Pulidori, 2006

    Material: Pedra mármore e betão.

    Sendo a paisagem de Castro Verde representativa da cultura mediterrânica, esta peça pretende invocar o homem na sua relação com a paisagem e a planície, tão representativo do homem do Sul. O monumento foi inaugurado no âmbito do festival “Planície Mediterrânica” de 2006 e visa homenagear Castro Verde. É uma peça construída a partir dum bloco, em bruto, de mármore de Estremoz, onde se representam duas figuras, um homem e uma mulher, sobre as quais se encontra a planície e o perfil urbano de Castro Verde. Num gesto de amor à terra, o homem oferece à mulher o que tem melhor: Castro Verde e a planície.

    Localização:

    Rotunda da Planície
    Rua da Esteva
    7780 Castro Verde
  • Monumento Evocativo das Freguesias

    Multimédia0

    Autor: Manuel Veloso, 2005

    Material: Pedras de calcário.

    Castro Verde é um concelho que, administrativamente, estava dividido em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Barbara de Padrões. No ano de 2013, a reorganização administrativa do território das Freguesias, ditou a extinção das freguesias de Casével e de Castro Verde e a sua agregação numa só. Uma medida que foi, desde o início, alvo de contestação por parte da Assembleia Municipal, da Câmara Municipal de Castro Verde e dos executivos de ambas as Juntas de Freguesia por ser uma medida que desacreditou toda a filosofia inerente à origem do Poder Local Democrático em Portugal. O monumento, erigido em 2005, visa evocar esta antiga divisão do concelho, em cinco freguesias, em que cada esfera evoca uma freguesia. A esfera de maior dimensão evoca a sede do concelho: Castro Verde.

    Localização:

    Rotunda das Freguesias
    Rua da Seara Nova
    7780 Castro Verde

     

  • Caminho da Liberdade

    Multimédia0

    Autor: Manuel Santos Carvalho, 2007  

    Material: Mármore, cobre/latão.

    Esta é uma peça que visa evocar os 30 anos de Poder Local Democrático. O ponto central é representado por um paralelepípedo maior que simboliza todo o 25 de Abril e o momento em que se inicia o crescimento da sociedade portuguesa em Liberdade. No topo, surge uma espiga de trigo que simboliza o povo e a sua luta pela melhoria das condições socioeconómicas. Os 30 anos são representados por trinta paralelepípedos em pedra e em forma ascendente, que simbolizam o caminho dos anos de crença na Liberdade e na Democracia em Portugal. Paralelamente, procura-se associar a este simbolismo o “castro“ de Castro Verde, através das ameias de um castelo.

    Localização:

    Rotunda da Espiga
    Rua José Gomes Ferreira
    7780 Castro Verde
  • Monumento ao 25 de Abril

    Multimédia0

    Autor: Domingos Tavares, 1996

    Material: Alvenaria de tijolo, betão, pedra mármore.

    A Praça 25 de Abril é povoada por 28 laranjeiras e o Canteiro de Trigo, que são elementos que transpõem a ideia da produtividade da terra e os valores libertadores dos que a cultivam, para uma área de crescimento urbano onde esses valores são normalmente transportados para segundo plano. A arte, ou o monumento propriamente dito, surge no Canteiro de Trigo, como que simbolizando a emergência de um centro de produção. Eleva-se no sentido de encontrar a sua expressão e torna-se colorido. Finalmente, os pinheiros mansos e a placa especial de trânsito para fechar (ou iniciar) este ciclo de sucessivos sinais ao longo do terreno da intervenção. As superfícies rebocadas da peça - monumento são pintadas a cal vermelho vivo (do óxido de ferro) e no seu interior estão encastradas seis pedras (mármore moleano), nas quais estão gravadas as seis imagens decompostas da fotografia que serve de tema e que se apresentam nos desenhos. Por sua vez, as superfícies rebocadas dos muros do espelho de água são caiadas a branco, com excepção do quinto muro nascente que é também vermelho. A água sai do monumento por uma fonte de mármore de escultura, conduzida ao longo da peça, mergulha dentro dela e sai nas condutas que atravessam as laranjeiras desembocando no lago, criando assim um percurso de água que abrange toda a praça. Ao apreciar este monumento – praça, não só se está em confronto com a memória viva de um movimento (que levou à instauração da Democracia no dia 25 de Abril de 1974) que é de todos, mas também se tem a perceção de como a sua relação com a comunidade local pretende ser uma relação serena, na qual é simbolizada a coexistência da arte, pela preservação e pela valorização da memória, com a utilização da mesma na valorização do espaço e da própria arte.

    Localização:

    Junto aos Bombeiros Voluntários de Castro Verde
    Rua da Seara Nova
    7780 Castro Verde
  • Capitães de Abril

    Multimédia0

    Autor: António Trindade, 2004

    Material: Ferro.     

    O 25 de Abril é uma data histórica para Portugal e muito importante para todos os portugueses. Este monumento pretende homenagear no 30º aniversário do 25 de Abril. Instalada num espaço verde, onde se realizam diversas atividades desportivas, consegue também proporcionar momentos de paz para quem dá um passeio ou desfruta da companhia de um livro.

    Localização:

    Parque da Liberdade
    Rua José Gomes Ferreira
    7780 Castro Verde

     

  • Monumento Evocativo da Batalha de Ourique

    Multimédia0

    Autor: António Trindade, 1989

    Materiais: Pedra mármore, ferro.

    A lenda da Batalha de Ourique continua presente na memória da comunidade local de Castro Verde. No âmbito dos 850 anos da Batalha, o autor desenvolveu uma peça que visava evocar essa memória, através de um conjunto de símbolos culturalmente associados ao Rei Fundador e aos primórdios do Reino de Portugal.

    Localização:

    Jardim da Basílica Real
    Praça do Município
    7780 Castro Verde
  • Monumento aos Castrenses Mortos na Guerra Colonial

    Autor: Helena Passos, 2011

    Material: Betão, ferro.

    De forma a recordar os soldados mortos na Guerra Colonial, a Câmara Municipal de Castro Verde mandou erigir esta peça, sóbria e digna, que reinterpreta o obelisco e a coluna comemorativa, desenvolvida maioritariamente em ferro e em torno de um elemento instaurador em betão, estabelecendo assim a articulação entre o factual e o simbólico, entre a exteriorização dos nomes como factores de identidade civil, e a interiorização de outras identidades, humanas, físicas e espaciais, representativas das pessoas, dos perecimentos e das suas causas. 

    Localização:

    Junto ao Cemitério Municipal
    Rua dos Ciprestes
    7780 Castro Verde